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Ayrton Senna e Michael Schumacher, acidentes estavam nos presságios de Jucelino Luz

 Ayrton Senna  e   Michael Schumacher,  acidentes estavam nos  presságios de Jucelino Luz 

O automobilismo, em si, é um esporte de risco. Por mais avançados que sejam os equipamentos de segurança, o risco de um acidente fatal nunca é zerado. Com a revolução da segurança na Fórmula 1, iniciada após a perda de seu maior expoente, que foi assassinado, por um esquema  de interesses  contra o nosso brasileiro  Ayrton  Senna ,  sem sombra de dúvidas, um dos melhores do mundo,  a categoria máxima do esporte a motor experimentou pouco mais de duas décadas sem acidentes fatais. Hiato, que, infelizmente, terminou na noite de 02   de   outubro de 2014  , quando  Jules  Bianchi   sofreu num acidente fatal ,  em decorrência das graves lesões do acidente sofrido nove meses antes, no GP do Japão,.

michael

Foi o maior período sem mortes em decorrência de acidentes durante Grandes Prêmios. Antes disso, até o início dos anos 1980, com equipamentos e procedimentos de segurança menos avançados, a categoria era muito mais perigosa.   E um outro acidente marcante foi o do corredor  de Fórmula 1  Michael  Schumacher , que em um passeio com sua família  sofreu uma acidente nos Alpes  em 29 de dezembro de 2013  ; encontra-se até  os dias de hoje tentando   recuperar-se dos ferimentos  graves causados .

Michael Schumacher(1)_Fotor (1)
Carta  enviada ao Piloto  em 2013  –  alguns  intens foram tarjados propositadamente 

Michael Schumacher(2)

Relembre  aqui  algumas  tragédias que marcaram a F-1: 
Chet Miller (EUA) – Indianápolis, EUA
15 de maio de 1953

Chet Miller (EUA) – Indianápolis, EUA
Piloto mais velho do grid com 50 anos, Chet Miller perdeu o controle de seu carro Novi Special e acertou em cheio o muro de concreto a cerca de 160km/h durante um treino livre. No mesmo dia da morte de Miller, houve outra morte. Após a prova, o também americano Carl Scarborough teve um colapso por causa do intenso calor e morreu.

Chet Miller em foto de 1952, um ano antes do acidente fatal sofrido em Indianápolis

Onofre Marimón (ARG) – Nuruburgring, ALE
31 de julho de 1954

Onofre Marimón (ARG) – Nuruburgring, ALE
O argentino Marimon não conseguiu efetuar uma curva acentuada em descida em Nurburgring durante o treino classificatório. Seu carro passou por um buraco, atingiu uma árvore, desceu um barranco e parou de cabeça para baixo.

Manny Ayulo (EUA) – Indianapolis, EUA
16 de maio de 1955

Manny Ayulo (EUA) – Indianapolis, EUA
Em treinos livres para as 500 Milhas, Ayulo sofreu uma quebra de direção. Sem controle do carro, bateu violentamente no muro. O americano não resistiu aos ferimentos e morreu um dia depois.

Bill Vukovich (EUA) – Indianápolis, EUA
30 de maio de 1955

Bill Vukovich (EUA) – Indianápolis, EUA
Vencedor das duas corridas anteriores da Indy 500, Vukovich morreu na edição de 1955. Ele não conseguiu escapar de uma batida a frente, viu seu carro decolar, bater no muro e explodir em chamas. Bill morreu na hora, ao quebrar o pescoço.

Keith Andrews (EUA) – Indianápolis, EUA
15 de maio de 1957

Keith Andrews (EUA) – Indianápolis, EUA
Durante treinos livres para as 500 Milhas, Andrews bateu no muro a mais de 200km/h e morreu na hora, ao quebrar o pescoço.

Pat O’Connor (EUA) – Indianápolis, EUA
30 de maio de 1958

Pat O’Connor (EUA) – Indianápolis, EUA
Em um acidente que envolveu 15 carros na largada da edição de 1958 da Indy 500, Connor morreu após seu carro capotar o pegar fogo.

Luigi Musso (ITA) – Reims, FRA
6 de julho de 1958

Luigi Musso (ITA) – Reims, FRA
Musso perdeu o controle de sua Ferrari em uma curva do circuito de Reims, atingiu uma vala e capotou a cerca de 240km/h. Ele chegou a ser transferido de helicóptero para um hospital próximo do circuito, mas não resistiu.

O italiano Musso era piloto da Ferrari e morreu aos 33 anos, após acidente na França de 1958

Peter Collins (GBR) – Nuruburgring, ALE
3 de Agosto de 1958

Peter Collins (GBR) – Nuruburgring, ALE

Uma corrida depois da tragédia com Musso, outro acidente fatal com um piloto da Ferrari. Collins perdeu o controle do carro quando brigava pela liderança e atingiu uma grande de proteção. Ele foi catapultado do carro e atingiu uma árvore. Morreu horas depois.

Stuart Lewis-Evans (GBR) – Ain-Diab, MAR
19 de setembro de 1958

Stuart Lewis-Evans (GBR) – Ain-Diab, MAR
Por causa de uma falha de motor, Stuart bateu com sua Vanwall em alta velocidade em uma barreira de proteção e seu carro explodiu em chamas. O piloto chegou a ser levado para a Inglaterra no avião particular do chefe da equipe, mas morreu seis dias depois em razão das graves queimaduras.

Jerry Unser (EUA) – Indianápolis, EUA
17 de maio de 1959

Jerry Unser (EUA) – Indianápolis, EUA
O americano bateu no muro durante treinos livres. O carro dele capotou várias vezes e depois explodiu. Unser não resistiu às queimaduras e morreu quinze dias depois. Sua morte fez os macacões resistentes a chamas se tornarem obrigatórios.

Bob Cortner (EUA) – Indianápolis, EUA
19 de maio de 1959

Bob Cortner (EUA) – Indianápolis, EUA
Durante treinos para a Indy 500, Cortner foi surpreendido por uma rajada de vento, perdeu o controle e bateu. Ele morreu no fim do dia, em razão de ferimentos na cabeça.

Chris Bristow (GBR) – Spa-Francorchamps, BEL
19 de junho de 1960

Chris Bristow (GBR) – Spa-Francorchamps, BEL
Em um fim de semana trágico em Spa, Bristow escapou da pista e foi decapitado por uma cerca de arame ao capotar com seu Cooper. Ele é o piloto mais jovem a morrer na F-1, aos 22 anos.

Alan Stacey (GBR) – Spa-Francorchamps, BEL
19 de junho de 1960

Alan Stacey (GBR) – Spa-Francorchamps, BEL
Duas provas depois do acidente de Bristou, Stacey morreu ao bater e o carro pegar fogo. De acordo com testemunhas, o piloto teria atingido um pássaro e ficado inconsciente, e por isso teria perdido o controle do carro.

Wolfgang von Trips (ALE) – Monza, ITA
10 de setembro de 1961

Wolfgang von Trips (ALE) – Monza, ITAhttp://www.jucelinoluz.com.br/wp-content/uploads/2017/06/Wolfgang-von-Trips-ALE-–-Monza-ITA.jpg 188w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" style="max-width: 100%; height: auto; overflow: auto; margin: 10px 0px;">
Von Trips estava na briga pelo título mundial de 1961. Mas acabou se envolvendo em um acidente com a Lotus de Jim Clark, onde decolou e atingiu uma barreira. O piloto foi arremessado do cockpit e morreu.

Carel Godin Beaufort (HOL) – Nurburgring, ALE
2 de Agosto de 1964

Carel Godin Beaufort (HOL) – Nurburgring, ALE
Beaufort foi arremessado para fora de seu Porsche após sair da pista. Ele morreu três dias depois em decorrência de graves ferimentos no peito e na cabeça.

Após sair da pista, Carel Godin Beaufort foi arremessado para fora e morreu três dias depois

John Taylor (GBR) – Nurburgring, ALE
7 de agosto de 1966

John Taylor (GBR) – Nurburgring, ALE
Debaixo de forte chuva em Nurburgring, Taylor se envolveu em um acidente com Jacky Ickx na primeira volta da corrida. Ele sofreu graves queimaduras e morreu cinco semanas depois.

Lorenzo Bandini (ITA) – Monte Carlo, MON
7 de maio de 1967

Lorenzo Bandini (ITA) – Monte Carlo, MON
Bandini era segundo colocado na corrida, quando perdeu o controle na chicane Harbour e acabou de cabeça para baixo em um bloco de feno de proteção. Seu começou a pegar fogo. Ele chegou a ser retirado por fiscais, mas sofreu queimaduras graves, uma lesão no tórax e morreu três dias depois.

Jo Schlesser (FRA) –  Rouen, FRA
7 de julho de 1968

Jo Schlesser (FRA) – Rouen, FRA
Durante a segunda volta do GP da França, Schlesser saiu de traseira e ele bateu em um pequeno morro. O carro explodiu com o impacto, matando o piloto.

Gerhrard Mitter (ALE) –  Nurburgring, ALE
2 de agosto de 1969

Gerhrard Mitter (ALE) – Nurburgring, ALE
Durante os treinos livres para o GP da Alemanha, Mitter morreu após bater em razão de uma quebra de suspensão.

Piers Courage (GBR) –  Zandvoort, HOL
7 de junho de 1970

Piers Courage (GBR) – Zandvoort, HOL
Courage perdeu o controle do carro, desceu um barranco, atingiu uma cerca e seu carro pegou fogo. No impacto, uma das rodas o atingiu na cabeça e arrancou seu capacete

Jochen Rindt (AUT) –  Monza, ITA
5 de setembro de 1970

Jochen Rindt (AUT) – Monza, ITA
Líder do campeonato de 1970, Rindt morreu durante os treinos livres para o GP da Itália, quando seu carro bateu em uma cerca e se partiu em pedaços. Ele teve a garganta cortada no acidente e sofreu graves lesões na perna. Seus rivais não conseguiram alcançar sua pontuação e Rindt entrou para história ao se tornar o único piloto a conquistar o título mundial postumamente.

Roger Williamson (GBR) –  Zandvoort, HOL
29 de julho de 1973

Roger Williamson (GBR) – Zandvoort, HOL
Após ter um pneu furado, Williamson bateu e seu carro virou de cabeça para baixo e começou a pegar fogo. Um piloto, chamado David Purley, parou seu carro e foi ajudar o amigo. Purley chegou a entrar no meio das chamas para regatar Roger e tentou desesperadamente apagar o incêndio com um extintor, mas sem sucesso. Os bombeiros chegaram quase dez minutos depois e Williamson acabou morrendo por asfixia em razão das chamas.

François Cevert (FRA) –  Watkins Glen, EUA
6 de outubro de 1973

François Cevert (FRA) – Watkins Glen, EUA
O talentoso francês morreu em um acidente em Watkins Glen. Após pegar uma zebra, o piloto atingiu a barreira de proteção e seu carro foi arremessado contra o guardrail, parando do lado de fora da pista.

O carro de François Cevert foi arremessado contra o guardrail, e o francês não resistiu ao acidente

Peter Revson (EUA) –  Kylami, AFS
30 de março de 1974

Peter Collins (GBR) – Nuruburgring, ALE
Revson morreu durante os treinos livres, após uma bater depois de seu carro sofrer uma quebra de suspensão

Helmuth Koinigg (AUT) –  Watkins Glen, EUA
6 de outubro de 1974

Helmuth Koinigg (AUT) – Watkins Glen, EUA
Um ano depois da morte de Cevert, Watkins Glen voltou a ser palco de um acidente fatal. Konigg entrou debaixo do guard rail e foi decapitado.

Mark Donohue (EUA) –  Osterreichring, AUT
19 de agosto de 1975

Mark Donohue (EUA) – Osterreichring, AUT
Donohue bateu durante os treinos livres, em acidente onde um fiscal acabou morrendo após ser atingido por destroços. A princípio, achou-se que estava tudo bem com o piloto. No entanto, ele começou a sentir fortes dores de cabeça e voltou ao hospital um dia depois, onde entrou em coma e morreu, em decorrência de uma hemorragia cerebral.

Tom Pryce (GBR) – Kylami, SFS
5 de março de 1977

Tom Pryce (GBR) – Kylami, SFS
Tom Pryce foi  vítima de um dos acidentes mais estranhos  da história da F- 1   Dois fiscais atravessavam a pista para apagar as chamas de um carro que havia batido pouco antes, enquanto carros rasgavam e reta a cerca de 250km/h. Um deles era Pryce. O piloto não conseguiu desviar do segundo fiscal e o atropelou. O extintor de incêndio atingiu em cheio o capacete de Pryce, que não resistiu. Os ferimentos no fiscal foram tão extensos, que ele só foi identificado após todos os outros funcionários se reunirem e identificarem quem estava faltando.

Ronnie Peterson (SUE) – Monza, ITA
11 de setembro de 1978

Ronnie Peterson (SUE) – Monza, ITA
Peterson se envolveu em uma batida com diversos carros na primeira curva da corrida. Apesar de ter sido retirado do carro em chamas e com ferimentos graves, acreditava-se que o sueco não corria risco de vida. O piloto foi submetido a uma cirurgia para corrigir dez fraturas em sua perna e se recuperava bem. Durante a noite, porém, um fragmento de osso entrou em sua corrente sanguínea levando a ele a sofrer insuficiência renal, morrendo na manhã seguinte.

Gilles em foto de janeiro de 1982, poucos meses antes do acidente na Bélgica

Gilles Villeneuve (CAN) – Zolder, BEL
8 de maio de 1982

Gilles Villeneuve (CAN) – Zolder, BEL
Considerado um dos pilotos mais arrojados da história, Villeneuve morreu em um acidente na Bélgica. O canadense atingiu a traseira do carro de Jochen Mass a 220 km/h e sua Ferrari decolou até cair no chão. Apesar de estar com o cinto de segurança, Villeneuve foi arremessado, juntamente com o banco todo, para fora do carro e parou próximo de um guard rail, sem capacete. Ele quebrou o pescoço e morreu na hora.

A Ferrari de Gilles ficou completamente destruída após o acidente em Zolder, em 1982

Riccardo Paletti (ITA) – Montreal, CAN
13 de junho de 1982

Riccardo Paletti (ITA) – Montreal, CAN
Paletti começava sua segunda corrida na F-1 quando bateu a cerca de 160km/h  na traseira de Didier Pironi, que ficou parado no grid de largada. Os médicos chegaram rapidamente, mas o carro do piloto começou a pegar fogo. Após 25 minutos, os bombeiros conseguiram resgatar o piloto. Graças aos eficientes macacões antichamas, Paletti não sofreu queimaduras graves. No entanto, ele não resistiu às graves lesões no peito e morreu pouco depois de chegar em um hospital próximo.

Ratzenberger também morreu em acidente no GP de San Marino de 1994

Roland Ratzenberger (AUT) – Ímola, ITA

30 de abril de 1994

Roland Ratzenberger (AUT) – Ímola, ITA
Durante o treino classificatório para o GP de San Marino de 1994, Ratzenberger perdeu o controle do carro após ter a asa dianteira quebrada e bateu no muro da curva Villeneuve a 300 km/h. Calouro da Fórmula 1 e disputando apenas sua segunda corrida na categoria, o austríaco de 33 anos sofreu uma fratura na base do crânio e morreu. No dia anterior, durante um dos treinos livres, Rubens Barrichello havia sofrido outro grave acidente, que o deixou hospitalizado e impossibilitou sua participação no restante do fim de semana.

Ídolo de toda uma geração, Senna morreu após bater em Ímola, em 1994

Ayrton Senna (BRA) – Ímola, ITA
1º de maio de 1994

Ayrton Senna (BRA) – Ímola, ITA
Um dia depois da morte de Ratzenberger, Ayrton Senna liderava a corrida quando passou reto na curva Tamburello e atingiu violentamente o muro, de frente, a mais de 200 km/h. O brasileiro teve a morte decretada horas depois, no Hospital de Bolonha, em decorrência de graves lesões na cabeça. Investigações apontaram que o acidente se deveu a uma quebra da barra de direção da Williams. No choque com o muro, a peça pontiaguda perfurou o capacete e atingiu o crânio do piloto. Segundo visões  premonitórias foi uma morte planejada e criminosa .

Ayrton Senna recebe o atendimento médico após o acidente na curva Tamburello, em Ímola . E foi um dos presságios de Jucelino Luz .


Jules Bianchi (FRA) – Suzuka, JAP
17 de julho de 2015

Jules Bianchi (FRA) – Suzuka, JAP
A nove voltas do fim do GP do Japão, em outubro de 2014, Bianchi perdeu o controle de sua Marussia e atingiu em cheio um trator que recolhia a Sauber de Adrian Sutil, que havia rodado uma volta antes. Por causa do forte impacto e da brusca desaceleração, o francês sofreu uma lesão axonal difusa. Ele ficou internado durante nove meses, sem esboçar sinais neurológicos até morrer em julho de 2015.

Jules Bianchi lutou por nove meses, mas não sobreviveu às lesões do grave acidente no Japão

Outras mortes: Houve também acidentes fatais em provas comemorativas e em Grandes Prêmios que não contavam pontos para a temporada oficial da Fórmula 1. O belga Charles de Tornaco morreu no GP de Modena de 1953; o italiano Mario Alborghetti, no GP de Pau de 1955; o americano Hayy Schell, no Troféu Internacional de 1960, o britânico Shane Summers, no Troféu Cidade de Prata de 1961, o mexicano Ricardo Rodriguez, no GP do México de 1962; o rodesiano Gary Hocking, no GP de Natal de 1962; o suíço Jo Siffert, na Victory Race de 1971. Além de mortes em decorrência de acidentes em testes: Cameron Earl (1952), Eugenio Castellotti (1957), Giulio Cabianca (1961), Bob Anderson (1967), Bruce McLaren (1970), Patrick Depailler (1980), Elio de Angelis (1986) ,  O piloto brasileiro Rubens Barrichello sofreu um  acidente  no GP da Hungria, no em  agosto de 2003 , e foi um susto enorme.( ainda bem que está vivo )  e Maria de Villota (2013).

Funcionários da Marussia se desesperam após acidente de De Villota, que morreu pouco mais de um ano depois

Mario Ronco Filho  –   jornalista

( Fotos  para homenagem foram retiradas do sistema de busca Pública do Google )